21.5.16

Esquerda e descentralização são duas boas batalhas

Se o artigo do Expresso é fiel ao pensamento de Sérgio Sousa Pinto sobre o PS e o país, as profundas críticas deste são ao "tom" do texto da moção de António Costa. E as alternativas que propõe são (a) das eleições deveria ter resultado um governo do PSD; (b) deveria procurar-se mais centralismo estatal para opor ao processo de descentralização preconizado.
Acho muito saudável, sempre achei, independentemente da posição em que estava em relação à direcção do PS, que quem discorda se expresse com frontalidade. E acho que as diferenças se discutem. Quanto ao que o Expresso adianta, acho que há dois tipos de comentários à posição do Sérgio.
Sobre o tom, nada a dizer. É como o sal ou o açúcar. Cada um tem a sua "mão". Há naturalmente quem só goste da sua e quem não goste de uma ou outra. 
Sobre as alternativas, que é o que importa, a moção diverge felizmente do Sérgio. O país votou contra e não por Pedro Passos Coelho e o Estado precisa de mais descentralização e não de centralismos iluminados. 
Acresce que a experiência de governo em curso, dure quanto durar e acabe como acabar, desbloqueou a governabilidade do país à esquerda. Daqui para a frente caberá a cada partido posicionar-se de cada vez como entende. O Sérgio não acreditou que fosse possível e parece que ainda não aceita que esteja a acontecer, mas depois das legislativas derrubou-se um muro à esquerda que muda as possibilidades de futuro do país e esse derrube desafia todos a mudar. O PS fez bem em mudar.

1 comentário:

Carlos Sobral disse...

Acho que quem discorda devia era sair do Partido e ir para o ppd, não era expressar-se e muito menos com frontaidade. O assis, o sousa pinto, o beleza, o galamba (antónio) estão a mais no PS. Como tal, a porta da rua devia ser-lhes mostrada. De uma vez por todas. O PS não é para eles.